Tradução de voz em tempo real no Linux, com PipeWire
O Odusia nasceu no Linux. É um aplicativo nativo x86-64 que usa o PipeWire para criar dois dispositivos virtuais, o Odusia Mic e o Odusia Speaker, e traduz o que passa por eles durante a chamada. Sem driver de terceiros, sem mexer em configuração de áudio à mão. Pacote .deb ou AppImage, com somas SHA256 publicadas.
Requisitos
- Linux x86-64 com PipeWire como servidor de áudio: Ubuntu 22.10 ou mais novo, Fedora 34 ou mais novo, Debian 12 ou mais novo. Essas três são as que testamos.
- Fone com microfone. Com alto-falante aberto, a tradução volta pelo microfone e o sistema a ouve de novo.
- Conta em odusia.app/conta com 2FA. Minutos de teste por convite; lista de espera na página inicial.
Para conferir se o PipeWire está ativo: pw-cli info 0 deve responder com a versão do servidor. Se responder com erro, o sistema ainda usa PulseAudio puro, e o Odusia não cria os dispositivos. O aplicativo também mostra o estado em Ajustes › Computador.
Instalação: .deb, AppImage e SHA256SUMS
Os dois formatos estão na página de download. Escolha um.
.deb (Ubuntu, Debian e derivados). O apt resolve as dependências:
sudo apt install ./odusia_<versão>_amd64.deb
AppImage (qualquer distribuição). Sem instalação; dê permissão de execução e rode:
chmod +x Odusia-linux-x86_64.AppImage && ./Odusia-linux-x86_64.AppImage
Verificação. Baixe o arquivo SHA256SUMS em /download/SHA256SUMS na mesma pasta dos pacotes e confira:
sha256sum -c SHA256SUMS
A saída esperada é OK ao lado do arquivo que você baixou. Linhas dos outros pacotes aparecem como ausentes; isso é normal. Se aparecer FAILED, apague o arquivo e baixe de novo.
Como o Odusia cria os nós no PipeWire
Ao iniciar a primeira sessão, o aplicativo cria dois nós no grafo do PipeWire:
- Odusia Mic, um nó
Audio/Source/Virtual. É o microfone que a chamada enxerga. Por ele sai sua voz já traduzida. - Odusia Speaker, um nó
Audio/Sink. É a saída que a chamada enxerga. Por ele entra a voz dos outros, que o Odusia traduz e entrega nos seus fones.
Os nós existem enquanto a sessão está iniciada. Ao encerrar, somem. Nada fica residente no sistema entre uma sessão e outra. Os nós aparecem em pw-cli ls Node, no Helvum e no qpwgraph.
Seu microfone físico e seus fones continuam os de sempre; você os escolhe uma vez, no aplicativo, em Áudio. O reconhecimento de fala, a tradução e a síntese rodam no servidor em São Paulo; o áudio é processado em memória, trecho a trecho, e descartado. O caminho completo, ida e volta, está em como funciona.
Meet e Zoom no navegador, Teams web, Zoom nativo: o que funciona
No Linux, a chamada só precisa enxergar os dois dispositivos. Tudo que lista microfones e saídas do PipeWire funciona.
- Google Meet no navegador (Chrome, Chromium, Firefox): selecione Odusia Mic em microfone e Odusia Speaker em alto-falante nas configurações da chamada. Inicie a sessão no aplicativo antes de abrir o seletor.
- Zoom no navegador: mesmo caminho. O seletor de áudio fica no ícone de microfone.
- Teams web: em Dispositivos, escolha Odusia Mic e Odusia Speaker. O cliente nativo do Teams para Linux foi descontinuado pela Microsoft; use a versão web.
- Zoom nativo (.deb do Zoom): funciona. O cliente lista os nós do PipeWire em Configurações › Áudio.
Se um seletor não mostra os dispositivos, feche e reabra; a lista é atualizada ao abrir.
Windows (VB-Cable) e macOS (BlackHole): as diferenças
No Linux o PipeWire já oferece dispositivos virtuais, e o Odusia os cria sozinho. Nos outros sistemas, um driver de terceiros faz esse papel, e ele é instalado por você, antes do aplicativo.
- Windows 10/11: VB-Cable e VB-Cable A+B. O Odusia usa os cabos como Odusia Mic e Odusia Speaker.
- macOS 12+: BlackHole 2ch e BlackHole 16ch. Mesmo princípio.
Na prática: no Linux, instalar o pacote é o único passo. Nos outros dois, há um driver a mais, com reinicialização no caso do Windows. O comportamento durante a chamada, ida e volta, Pânico (Ctrl+Shift+Espaço), mudo por direção, aviso de IA na língua deles, é o mesmo nos três sistemas.
Problemas conhecidos no Linux
- Os dispositivos não aparecem. A sessão precisa estar iniciada. Depois, reabra o seletor da chamada. Se o PipeWire não estiver ativo, o aplicativo avisa em Ajustes › Computador.
- Eco. Alto-falante aberto devolve a tradução ao microfone. Fone resolve.
- Atraso acima de ≈ 2 s. O overlay mostra o décalage medido; em âmbar, a conexão ou os provedores estão lentos. Frases curtas ajudam.
- AppImage não abre. Confira o
chmod +x. Em distribuições sem FUSE 2, rode com--appimage-extract-and-run.
Os sintomas mais comuns, com o que fazer em cada um, estão na ajuda por sintoma.
Perguntas frequentes
Funciona com PulseAudio ou só com PipeWire?
Só com PipeWire. O aplicativo cria os nós direto no grafo do PipeWire. Nas distribuições listadas em Requisitos, o PipeWire já é o padrão.
Funciona em Wayland e em X11?
Nos dois. O overlay sobre a chamada e o atalho de Pânico funcionam em ambos.
Preciso de root para rodar?
Não. O sudo é só para o apt install do pacote .deb. O AppImage roda como usuário comum, e os nós do PipeWire são criados na sessão do usuário.
Existe pacote para ARM?
Ainda não. O cliente Linux é x86-64. Idiomas e perfis são os mesmos das outras plataformas: sete idiomas em qualquer par, rápido (padrão), equilibrado (rende 5×) e preciso (rende 2,5×).